quarta-feira, 22 de julho de 2009

Cinema Mitológico Indiano
- Lav Kush

E agora, algo completamente diferente: religião.

Conhecer as religiões existentes na Índia enriquece a nossa experiência enquanto espectadores, ajudando-nos a compreender melhor aquilo de que tratam os filmes.

Muitas das vezes, a compreensão do contexto religioso leva-nos a melhor entender os costumes, as tradições e até algumas das histórias dos filmes do sudeste asiático que tanto apreciamos.

Na Índia existe uma grande produção de filmes de carácter religioso, sendo que a esmagadora maioria trata de temas relacionados com o Ramayana e com o Mahabharata, os dois grandes épicos hindus.

Há também filmes biográficos sobre as vidas de homens santos ou sábios.

Por outro lado, não esperem ver transpostos para a tela episódios da vida do profeta Maomé pois isso dificilmente irá acontecer, visto ir contra os preceitos do Islão.

Feita a introdução, passemos aos filmes. O meu primeiro filme religioso - e, até agora, o único - foi Lav Kush, de 1997. Depois de o ver comprei a versão "resumida" de 15 horas da série Mahabharat e ainda não consegui acabá-la...

Lav e Kush são os dois filhos que Sita, esposa de Rama, tem no exílio depois de este ter questionado a sua fidelidade.

A história começa mais ou menos assim: Sita é raptada por Ravana e levada para a ilha de Lanka. Depois de ser resgatada pelo marido, a sua fidelidade conjugal é posta à prova através de um teste de fogo. Que Sita passa com distinção.

De regresso a casa - e é aqui que começa o filme Lav Kush - Sita e Rama vivem felizes e são abençoados com uma gravidez. No entanto, circulam rumores entre os aldeões de que Rama terá sido "frouxo" ao aceitar de volta uma mulher infiel.
Como forma de recuperar o respeito de todos, Rama envia Sita para o exílio. Sozinha e grávida, sim.

Sita é então acolhida por um sábio e dá à luz duas crianças, Lav e Kush. Estes crescem devotos a Rama mas desconhecendo que são seus filhos. Quando descobrem a verdade, ficam furiosos e dá-se uma longa batalha que culmina na união do pai com os dois filhos. Pelo menos, assim reza o filme.

Realizado por Madhusudan Rao V. em 1997, este filme muito colorido e musicado ajudou-me a perceber melhor porque é que Sita é considerada um exemplo de esposa e de mãe, exemplo esse usado de forma recorrente no cinema indiano.

Além disso, creio que ver um filme religioso de vez em quando (ou uma série, também pode ser) é uma experiência que nos enriquece enquanto espectadores e enquanto pessoas.

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