sexta-feira, 18 de junho de 2010

Nagin (1954)


Confesso que só descobri este filme à custa de um outro homónimo, já aqui referido por mim. E confesso também que estou fã destas histórias fantásticas sobre cobras, ou melhor, das Nagin, aqueles seres que habitam naquele limbo entre o mundo animal e o humano. É todo um sub-género que vale a pena descobrir. Porque depois vêm parar-nos às mãos bandas-sonoras como esta que estão a ver acima destas linhas. Sublime e hipnotizadora são as palavras que me vêm à cabeça. É presentemente a minha banda-sonora Bollywood favorita. Sem rival. Hemmant Kumar, a minha vénia.




Quanto ao filme em si, só tenho pena de uma coisa (e aqui dou o braço a torcer), queria que o filme fosse maior. Não que eu o estivesse a amar, não é isso. É que a versão que eu vi está seriamente cortada, pelo menos em 20 minutos. E logo quando eu estava todo contente por estar a ver um filme que "só" tinha 2 horas e 10 minutos. Lá está, faltava o resto para atingir as duas horas e meia da praxe... E o pior é que se nota visivelmente que falta ali muita coisa. Por exemplo, uma perseguição a alta velocidade é deixada a meio e, quando damos por ela, já estão os nossos fugitivos heróis presos novamente.

"Mas afinal, Sr. Linus, porque é que não estava a amar o filme, já que a banda-sonora é assim tão boa?", pergunta o caro leitor. Porque uma banda-sonora não faz o filme. Mas houve coisas das quais gostei. Por exemplo, o facto de ser uma história que anda à volta do conflito entre duas tribos (os Nagis e os Ragis) que subsistem da apanha da cobra nas montanhas e a posterior venda do seu veneno (já estão a ver de onde vem o título, não já?) e de como o rapaz de uma tribo e a rapariga da outra se vão envolver amorosamente, não obstante a grande rivalidade entre as suas famílias. É como se estivessemos a ver o Romeu e Julieta transposto para a realidade Bollywood. Na selva. E com cenários pintados. E encantadores de cobras. E danças tribais. Mas que funciona, ah! isso funciona.



Pelo meio, temos uma adorável Vyajanthimala no papel principal a cantar (em playback pela Lata, é claro) e a encantar-nos com as suas harmoniosas danças e malandros sorrisos. Ela é realmente a luz deste filme e a razão principal para o vermos. Além da já referida banda-sonora, é claro! Como nota final, deixo só a indicação que, mais para o fim e quando tudo indicava que este filme não é de visualização obrigatória, eis que o inesperado acontece: os últimos 15 minutos são a cores! E que cores! E que cenários! E que canções finais! É todo um delírio technicolor que salta do ecrã! E tudo se passa no limbo entre a vida e a morte da nossa heroína que, ao ter sido picada por uma cobra para salvar o seu amado, vai ter que mostrar que é merecedora desse seu amor, passando provas sobre-humanas enquanto vai cantando e dançando para nosso regalo. Não há mais a dizer: Bollywood, I love you.

5 comments:

barbie-o disse...

Hissssssssssss!

Como não amar Bollywood?

Maryssol disse...

Como não amar Bollywood? [2]

barbie-o disse...

^_^

Ibirá Machado disse...

And we love all the ones who love Bollywood!

Adorei o texto, como sempre :D

Linus disse...

Obrigado! E de certeza que Bollywood também nos ama muito, senão filmes como este não existiam! Por vezes, dou por mim a pensar que foram feitos de propósito para nós!

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